Soberania Nacional e Luta Anti-imperialista: descolonizar a saúde mental na Palestina e América Latina

Autores/as

Palabras clave:

Anti-colonialismo, Anti-imperialismo, Descolonização, Psicologia, Saúde Mental

Resumen

Este artigo propõe uma reflexão acerca da noção de saúde mental desde a constante opressão imperialista dos povos da periferia do capitalismo, enfocando o contexto latinoamericano e da Palestina. Partimos do pressuposto de que as ações de domínio imperial na América Latina e a ocupação colonial do território palestino integram um mesmo projeto de dominação capitalista e imperialista. Temos como objetivo discutir o necessário posicionamento anti-imperialista e anticolonialista como premissas fundamentais para descolonizar a noção de saúde mental em Psicologia. Trata-se de um ensaio teórico que estabelece bases de compreensão da dinâmica capitalista, em especial no contexto latinoamericano, reforçando a análise do projeto genocida colonial perpetrado por Israel como faceta de domínio imperialista. Esta análise contribui com uma noção crítica de saúde mental, apontando pistas para uma Psicologia que assume o compromisso ético-político que tem como dimensão inegociável de seu fazer uma posição anti-colonial, anticapitalista e anti-imperialista.

 

Biografía del autor/a

Solange Struwka, Universidade Federal de Rondônia

Doutora e mestre pelo Programa de Psicologia Social do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo-USP. Graduada em Psicologia e Pedagogia pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO). É professora adjunta da graduação e da pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Tem experiência nas áreas de Psicologia Social, Psicologia Educacional e da Educação Popular, investigando temas relacionados às políticas sociais, questão agrária e questão urbana a partir do enfoque Histórico-Cultural e da Teoria Social Marxiana. Atua na extensão a partir do projeto Registrar a memória de quem faz a história: práxis da Psicologia Social junto a Comunidades, Povos e Coletivos da Amazônia. Pesquisadora plena do Núcleo Práxis de Pesquisa e Educação Popular e Política da USP.

Robert Filipe dos Passos, Universidade Federal do Amazonas

Doutor e Mestre em Psicologia Social e Institucional pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Graduado em Psicologia pela Universidade de Passo Fundo - UPF. Professor adjunto do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Amazonas - UFAM. Tem como áreas de interesse Psicologia Social, Psicologia Institucional, Psicologia Organizacional e do Trabalho e Políticas Públicas. Membro do Laboratório de Psicologia do Trabalho e Saúde (LAPSIC/UFAM) e grupo de pesquisa CNPQ Psicologia, trabalho e saúde.

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Publicado

2025-06-20